
A pintura em um automóvel é algo fundamental para instigar o consumidor no momento da compra. Os fabricantes sabem disso, tanto que, quando lançam modelos novos, certamente eles vêm acompanhados de tonalidades gritantes.
Apesar da enxurrada das cores vibrantes a cada lançamento, elas representam uma pequena fatia no volume de vendas, cerca de 2% do total. De acordo com Polizei, as montadoras criam padrões de cores no início da produção e, conforme a demanda, a linha fabril vai se ajustando aos pedidos.
Geralmente os carros maiores utilizam tonalidades mais sóbrias; a finalidade é deixá-los menos enjoativos, já que chamam a atenção pelo tamanho e estilo. Ao contrário dos automóveis compactos, que precisam de cores mais vibrantes para marcar o território.
A preferência nacional
As cores menos rejeitadas na hora da revenda, na ordem, são: prata, cinza e preto. As pinturas perolizadas ou metálicas são valorizadas apenas na concessionária. Elas são mais caras por utilizarem aditivos e cristais. Um Fiat Punto com cor metálica, por exemplo, custa R$ 844 a mais. Na Chevrolet a opção metálica custa R$ 837 para o Astra Sedan e a perolizada, R$ 1.105. Ao vender o automóvel para um terceiro, dificilmente o primeiro comprador terá o dinheiro da pintura especial de volta. Não existe uma tabela que designa valores especiais para os tipos de cores. A mesma regra que se aplica para o usuário que equipa o modelo com rodas de liga ou som automotivo.
Segundo Polizei, as opções metálicas deixam o carro mais “espelhado”, ele reflete com maior intensidade os raios solares. Já quando o carro está pintado com tinta perolizada, a idéia transmitida é de ressalto da cor. Mais ou menos como se o automóvel fosse maior.
Veja o ranking da preferência das cores de carros no mundo:
1) Branca e Prata 22%
3) Preta 20%
4) Cinza 13%
5) Vermelha 7%
6) Azul 6%
7) Marrom 5%
8)Verde 2%
9) Amarela 1%
Em 2010 a cor branca já havia ficado em terceiro lugar, com 16% da preferência. Esse aumento se de na América do Norte, Europa, China, Corei, América do Sul e na África do Sul. Com esses dados, a preferência mundial pelos carros brancos subiu para 22%. O preto e o cinza foram para terceiro lugar, seguidos do vermelho e azul em quinto e sexto lugares.
Em 2011 a procura pela cor branca se manteve em alta segundo a Dupont. A demanda é grande e as empresas estão fabricando mais carros com essa cor. Segundo os clientes, o branco dá um visual mais limpo, destacando o design do veículo. Além disso, não foram só os carros populares. Veículos importados na cor branca também estão saindo bastante.
Veja os pontos positivos e negativos das cores
Preto - A terceira cor na preferência das revendas deixa o interior do automóvel mais quente que o natural, pois absorve mais os raios solares. Tanto que nas regiões mais áridas e secas o carro preto perde valor. Em contrapartida, ele é bem-vindo no Sul do país. Outro ponto negativo desta tonalidade são as lavagens freqüentes. Qualquer sujeira aparece bem. Em determinados casos, este fato pode prejudicar a imagem. A cor é uma boa pedida para automóveis maiores e clássicos.
Prata e cinza - As duas cores que são consideradas garantias de boa venda e de valorização são bem aceitas porque combinam com tudo. O ponto negativo é que ambas são muito comuns na frota nacional. Logo, comprar um carro prata ou cinza é sinal de lugar comum. Outro item positivo é que estas tonalidades agüentam determinadas sujeiras sem prejudicar a imagem do automóvel.
Cores emblemáticas - Comprar um automóvel na cor do lançamento é perder dinheiro na certa. Isso ocorre porque a tonalidade de estréia identifica o carro com o ano de fabricação. Quando um carro aparenta ser mais novo que o seu ano de produção é sinal de boa venda. Um automóvel com tonalidades específicas pode ser considerado um mico. Ele acaba caindo muito no gosto pessoal de cada um. Os carros de cores vivas são bem aceitos em mercados com a temperatura climática mais elevada. Eles são bonitos e seguem tendências modernas, porém fique atento quando o assunto for investimento. As cores vivas são ideais para carros menores.
Branca
Uma tonalidade fácil de vender, mas que não é valorizada. Os modelos com esta cor são confundidos com carros de empresas ou automóveis que foram utilizados como táxi, em determinadas regiões do país. Na região Nordeste o carro branco é um dos mais aceitos. Preço baixo e fácil manutenção da pintura (lavagem e difícil de queimar). Já na região Sul, o modelo branco tem pouca valorização.
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